#DeixaElaTrabalhar: Mulheres jornalistas lançam campanha contra o machismo
No último dia 11, em Porto Alegre, a repórter Renata Medeiros, da Rádio Gaúcha, que cobria a partida entre Grêmio e Inter, foi insultada e agredida, fisicamente, por um torcedor do Inter. "Sai daqui, sua puta", disse o torcedor à jornalista. Três dias depois, em uma cobertura ao vivo entre Vasco e Universidad do Chile, pela Libertadores, no Rio de Janeiro, a repórter Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, foi beijada, à força, por um torcedor. Constrangida, a repórter disse que a atitude "não foi legal", mas continuou a transmissão.
Esses são apenas dois dos casos mais recentes de assédio e desrespeito que jornalistas mulheres, principalmente - mas não somente - da área esportiva vem sofrendo no ambiente de trabalho. Por isso, sob a marca #DeixaElaTrabalhar, um grupo de cerca de 50 jornalistas mulheres de todo o país lançou, nesta sexta-feira, a campanha e um vídeo com alguns dos relatos sofridos. Entre as agressões estão comentários violentos e ameaças de estupro de torcedores nos estádios e nas redes sociais.
Bibiana Bolson, jornalista da ESPN W e uma das participantes da campanha, explica que embora a campanha tenha surgido de episódios vividos por jornalistas esportivas, não se limita somente a esta editoria. “É feita por jornalistas esportivas, mas queremos dar voz para mulheres de todas as esferas”, diz. “É uma maneira de incentivar as mulheres a relatarem os abusos que sofrem, a buscarem seus espaços”, diz.
Esses são apenas dois dos casos mais recentes de assédio e desrespeito que jornalistas mulheres, principalmente - mas não somente - da área esportiva vem sofrendo no ambiente de trabalho. Por isso, sob a marca #DeixaElaTrabalhar, um grupo de cerca de 50 jornalistas mulheres de todo o país lançou, nesta sexta-feira, a campanha e um vídeo com alguns dos relatos sofridos. Entre as agressões estão comentários violentos e ameaças de estupro de torcedores nos estádios e nas redes sociais.
Bibiana Bolson, jornalista da ESPN W e uma das participantes da campanha, explica que embora a campanha tenha surgido de episódios vividos por jornalistas esportivas, não se limita somente a esta editoria. “É feita por jornalistas esportivas, mas queremos dar voz para mulheres de todas as esferas”, diz. “É uma maneira de incentivar as mulheres a relatarem os abusos que sofrem, a buscarem seus espaços”, diz.
A partir da campanha, alguns clubes já começaram a se manifestar. Na semana do Dia Internacional da Mulher, o Atlético-MG entrou em campo para o clássico contra o Cruzeiro com faixas chamando a atenção para a violência contra a mulher e divulgando o serviço de denúncia Ligue 180. Maria da Penha Maia Fernandes, que empresta o nome à lei que criminalizou a violência doméstica e familiar sofrida por mulheres, esteve no gramado do Independência e foi homenageada pelo clube. Nas arquibancadas naquele dia, as torcedoras posaram com cartazes para marcar um território cada vez mais reivindicado por elas: "Meu lugar é aqui".
Outros times também se mostraram mobilizados na semana da mulher. O Corinthians, por exemplo, jogou contra o Mirassol com a marca #RespeitaAsMinas estampadas no uniforme e entrou em campo junto com as atletas do time feminino. Porém, no resto do ano, esta cortesia com as mulheres nos estádios não entra na jogada.
Fonte: El País
O meu problema com esses times "conscientes" é que pouquíssimos investem no futebol feminino, aí depois ficam bancando os maneiros
ResponderExcluirOs esportes sempre foram dominados por homens, as mulheres já vem assumindo essa realidade, mas ainda assim falta, como sempre, o básico: respeito. Eu vi a campanha e adorei!
ResponderExcluirmuito legal ficar sabendo de iniciativas assim
ResponderExcluirEsta campanha já teve repercussão internacional e deve sim ser abraçada por todos. Quanto ao futebol feminino: a partir do ano que vem todos os clubes da série A terão que investir nele, agora é esperar para ver se farão isso.
ResponderExcluirMesmo sabendo da origem do caso, ainda fico surpreso com o que as mulheres precisam se submeter na área esportiva. Absurdo
ResponderExcluirAmei
ResponderExcluirLugar de mulher é onde ela quiser! Absurdo os casos relatados, e bela campanha! #DeixaElaTrabalhar
ResponderExcluirMeu sonho sempre foi ser jornalista esportiva e já fiz alguns cursos com mulheres que sempre relatam o machismo no dia a dia. Fiquei muito triste quando soube que no Flamengo é proibido ter mulher trabalhando, acredita?
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